Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando P.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
:: reDescoberta ::
Mais uma viagem, carregada de tranquilidade e desatinos...de curiosidades e contrasensos...enfim...entre o êxtase da tranquilidade e a demência do veraneante atabalhoado, eis que avisto algo...hhummm....que, digamos, despertou a minha curiosidade e que já vinha da noite anterior...
Uma das entradas para a praia, bem em frente do parco escadario de acesso, bem como junto ao muro, local onde se situava, com a fúria de um vulcão, alimentado pelo vento, soltando fumo, cinza e um odor a sardinha, o grande fogareiro carregado de carvão preto, deparo-me com uma visão, inicialmente angústiante...a praia estava suja, imunda, o cheiro dos restos entranhado numa areia por si já mais preta que outra coisa. Fiquei preplexo, incrédulo, não compreendendo a razão de ser de tamanho pandemónio.
Continuei a minha viagem, com a mente ainda na imagem daquela entrada da praia e na festança aí realizada na noite anterior...perguntava-me o porquê quando, de repente, uma veraneante muda a sua direcção, mais uma vez, para a tal faixa com o desenho de um estranho aparelho de duas rodas movido a pedais...recção imediata: "aí vem mais um"...mas...não é que a mulher olha para trás e...de repente, sem que nada o fizesse prever...para dar passagem ao estranho veículo, com um sorriso no rosto como que a a disfrutar e partilhar o nascer daquele novo dia.
Foi nesse momento que percebi que poderia, alegadamente, estar errado quanto às elações da viagem anterior. Como que um raio fulminante vindo sabe-se lá de onde, a explicação para o pandemónio resultante da noite anterior naquela passagem, agora carregada de veraneantes, de repente se mostrou tão clara como as águas do atlántico numa costa fustigada pelas nortadas.
Pois é, sEr porTuguês é mesmo partilhar, não passar despercebido, a preocupação com o próximo. Senão vejamos: porque fazer uma sardinhada na praia, mesmo na zona de passagem, em pleno Agosto, abrigados por guarda-sóis e tapa-ventos (o vento fazia-se sentir vindo, para variar, de norte)?...é claro que isto é "partilhar"...é dizer a todos "estamos aqui"...é uma clara manifestação de agradar e servir o próximo...esfomeado e já fustigado pelo vento que passe de repente tem um cantinho abrigado para matar a fome e conviver, partilhar. É fazer sentir os 'próximos' veraneantes (da manhã seguinte) as coisas boas da vida...e não as dietas que a malta insiste em fazer para o verão...só faz mal claro.
Agora percebo porque invadem a dita faixa de rodagem para os estranhos aparelhos movidos a 'pedais'...claro, mas era tão obvio...é para sentirmos que partilhamos algo...sentirmos que, mesmo aqueles incómodos e ilustres desconhecidos, estão ali para o que der e vier...uma inequivoca demonstração de preocupação (forçando a abrandar para evitar um acidente maior).
Tão enganado que eu estava...afinal aquela simpática senhora que parou...e não partilhou nem demonstrou preocupação...não era a regra, mas sim a excepção.
Minha senhora...então as boas maneiras?...ai ai
Uma das entradas para a praia, bem em frente do parco escadario de acesso, bem como junto ao muro, local onde se situava, com a fúria de um vulcão, alimentado pelo vento, soltando fumo, cinza e um odor a sardinha, o grande fogareiro carregado de carvão preto, deparo-me com uma visão, inicialmente angústiante...a praia estava suja, imunda, o cheiro dos restos entranhado numa areia por si já mais preta que outra coisa. Fiquei preplexo, incrédulo, não compreendendo a razão de ser de tamanho pandemónio.
Continuei a minha viagem, com a mente ainda na imagem daquela entrada da praia e na festança aí realizada na noite anterior...perguntava-me o porquê quando, de repente, uma veraneante muda a sua direcção, mais uma vez, para a tal faixa com o desenho de um estranho aparelho de duas rodas movido a pedais...recção imediata: "aí vem mais um"...mas...não é que a mulher olha para trás e...de repente, sem que nada o fizesse prever...para dar passagem ao estranho veículo, com um sorriso no rosto como que a a disfrutar e partilhar o nascer daquele novo dia.
Foi nesse momento que percebi que poderia, alegadamente, estar errado quanto às elações da viagem anterior. Como que um raio fulminante vindo sabe-se lá de onde, a explicação para o pandemónio resultante da noite anterior naquela passagem, agora carregada de veraneantes, de repente se mostrou tão clara como as águas do atlántico numa costa fustigada pelas nortadas.
Pois é, sEr porTuguês é mesmo partilhar, não passar despercebido, a preocupação com o próximo. Senão vejamos: porque fazer uma sardinhada na praia, mesmo na zona de passagem, em pleno Agosto, abrigados por guarda-sóis e tapa-ventos (o vento fazia-se sentir vindo, para variar, de norte)?...é claro que isto é "partilhar"...é dizer a todos "estamos aqui"...é uma clara manifestação de agradar e servir o próximo...esfomeado e já fustigado pelo vento que passe de repente tem um cantinho abrigado para matar a fome e conviver, partilhar. É fazer sentir os 'próximos' veraneantes (da manhã seguinte) as coisas boas da vida...e não as dietas que a malta insiste em fazer para o verão...só faz mal claro.
Agora percebo porque invadem a dita faixa de rodagem para os estranhos aparelhos movidos a 'pedais'...claro, mas era tão obvio...é para sentirmos que partilhamos algo...sentirmos que, mesmo aqueles incómodos e ilustres desconhecidos, estão ali para o que der e vier...uma inequivoca demonstração de preocupação (forçando a abrandar para evitar um acidente maior).
Tão enganado que eu estava...afinal aquela simpática senhora que parou...e não partilhou nem demonstrou preocupação...não era a regra, mas sim a excepção.
Minha senhora...então as boas maneiras?...ai ai
:: viAgens na miNha tErra ::
"sEr porTuguês"...algo transcendente...algo surreal...algo espantoso...algo...algo...só visto mesmo...
Hoje, como de costume na minha rotina matinal, e numa atitude intrínseca de viver cada segundo aproveitando o melhor que a vida nos proporciona, o sol ao longo da extensa marginal algures na costa norte por exemplo, pendurei as chaves do bólide bem junto das sapatilhas, peguei na bike e lá fui, ao sabor do vento (norte pois tá claro) em direcção ao meu posto de trabalho situado a uns míseros 400m da praia.
Até aqui, fenomenal...o som do mar a ressoar na mente semi-acordada e ainda algo "mareada" da noite anterior, o inevitável som do i-pod...enfim, uma manhã rotineira, como muitas outras nesta vida solitária no meio de uma multidão sedenta de areia, sol...e confusão.
Á medida que me aproximo a grande velocidade (devido ao vento que às 10 da manhã já mostra toda a sua imponencia) da zona de maior congestionamente de veraneantes...começo a tomar conta da "puta" da realidade em que vivemos. Ao longo do trajecto, os senhores do poder, numa atitude de claro bom senso e preocupação com os desportistas e atletas em geral, colocaram uma faixa para cicletas e outros meios de locumução sem motor, entre os largo passeio para pedestres veraneantes e a via de circulação para automóveis...e acreditem...com desenhos e tudo desse tão estranho objecto que se movimenta através de uns estranhos aparelhos a que chamam de "pedais".
Ora...hoje vi o que é ser português...é partilhar...é não passar despercebido pelo próximo...é respeitar o próximo (o que há-de vir claro)...e perguntam voçês como consegui perceber isto tudo numa só curta viagem de 4,5 km...fácil...o desconhecimento do portuga pelo desenho estranho pintado na dita faixa...a forma como se desloca, tranquilamente, atravessando à frente de tudo e de todos, despreocupado...o olhar de soslaio, como que a dar os bons dias depois de uma noite mal dormida...a troca de nomes patente no seu discurso carregado de cultura (cultura da vinha)...ser porTugês é isto, é partilhar as magoas, as ressacas, para o bem e para o mal...às 10 da manhã indiscutivelmente para o mal...
Pois é meus caros...resumindo...nem com desenhos o porTugês lá vai...mas o grave da questão é que a dita faixa de apenas metro e meio de largura contra os 5 metros reservados aos veraneantes, entrincheirada entre esta e a via para automóveis, largas são as vezes em que os estranhos objectos são como que empurrados ou obrigados a desviar e, literalmente, "cair" na via onde passam a velocidades claro está de porTguês ao volante...é isto ser porTuguês...viver sem monotonia uma vida que passa, em segundos, do tranquilo para o radical...viver no limite...do rísco...da ignorância...da falta de senso...
É esta a "pura da realidade" do dia dia do porTuguês...;o)
Hoje, como de costume na minha rotina matinal, e numa atitude intrínseca de viver cada segundo aproveitando o melhor que a vida nos proporciona, o sol ao longo da extensa marginal algures na costa norte por exemplo, pendurei as chaves do bólide bem junto das sapatilhas, peguei na bike e lá fui, ao sabor do vento (norte pois tá claro) em direcção ao meu posto de trabalho situado a uns míseros 400m da praia.
Até aqui, fenomenal...o som do mar a ressoar na mente semi-acordada e ainda algo "mareada" da noite anterior, o inevitável som do i-pod...enfim, uma manhã rotineira, como muitas outras nesta vida solitária no meio de uma multidão sedenta de areia, sol...e confusão.
Á medida que me aproximo a grande velocidade (devido ao vento que às 10 da manhã já mostra toda a sua imponencia) da zona de maior congestionamente de veraneantes...começo a tomar conta da "puta" da realidade em que vivemos. Ao longo do trajecto, os senhores do poder, numa atitude de claro bom senso e preocupação com os desportistas e atletas em geral, colocaram uma faixa para cicletas e outros meios de locumução sem motor, entre os largo passeio para pedestres veraneantes e a via de circulação para automóveis...e acreditem...com desenhos e tudo desse tão estranho objecto que se movimenta através de uns estranhos aparelhos a que chamam de "pedais".
Ora...hoje vi o que é ser português...é partilhar...é não passar despercebido pelo próximo...é respeitar o próximo (o que há-de vir claro)...e perguntam voçês como consegui perceber isto tudo numa só curta viagem de 4,5 km...fácil...o desconhecimento do portuga pelo desenho estranho pintado na dita faixa...a forma como se desloca, tranquilamente, atravessando à frente de tudo e de todos, despreocupado...o olhar de soslaio, como que a dar os bons dias depois de uma noite mal dormida...a troca de nomes patente no seu discurso carregado de cultura (cultura da vinha)...ser porTugês é isto, é partilhar as magoas, as ressacas, para o bem e para o mal...às 10 da manhã indiscutivelmente para o mal...
Pois é meus caros...resumindo...nem com desenhos o porTugês lá vai...mas o grave da questão é que a dita faixa de apenas metro e meio de largura contra os 5 metros reservados aos veraneantes, entrincheirada entre esta e a via para automóveis, largas são as vezes em que os estranhos objectos são como que empurrados ou obrigados a desviar e, literalmente, "cair" na via onde passam a velocidades claro está de porTguês ao volante...é isto ser porTuguês...viver sem monotonia uma vida que passa, em segundos, do tranquilo para o radical...viver no limite...do rísco...da ignorância...da falta de senso...
É esta a "pura da realidade" do dia dia do porTuguês...;o)
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